SBP participa do Café com Networking em POA

 

[31-03-2016]

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O diretor de marketing da Sociedade Brasileira de Palestrantes, Carlos Prusch, participou ontem a noite da 15ª edição do evento que desta vez trouxe a discussão os temas “ Gestão e Liderança em tempos de crise” e “Planejamento Tributário” .

Na foto, Prusch, ladeado a esquerda por Fernando Sherer, diretor da Selfcomp, criador do evento e Thiago Alves, diretor da Action Result e executivo da ASDAP (Associação Sul Brasileira de Auto Peças) e a direita pelos palestrantes Carlos Fortes e Angelo Machado, CEO da Gerencial Auditoria.

Cursos de formação docente à distância concentram 50% dos calouros

note[28-03-2016]

 

Metade dos calouros (49,8%) dos cursos de formação de professores – como licenciaturas de letras, história ou matemática – entrou em uma graduação a distância (EaD). Isso é o que revela o censo do ensino superior no País de 2014, último com dados disponíveis. A tendência de aumento se confirma desde o começo da década, mas é a primeira vez em que há equilíbrio de ingressantes entre as modalidades presencial e a distância. Foram mais de 512 mil novos alunos nos dois formatos.

O aumento da fatia de EaD foi significativo em relação ao ano anterior, quando a proporção era de 35,4%. Segundo especialistas, o avanço rápido está relacionado, principalmente, à chegada de um público de alunos mais velhos, que já trabalham no ensino básico, mas não têm diploma. Os cursos online também são considerados estratégicos para atender a regiões em que há déficit de docentes. Há, porém, ressalvas sobre a qualidade dos cursos.

O avanço de um ano para o outro, segundo o MEC, revela a consolidação do modelo.

Para os estudantes, o ensino online é uma alternativa mais prática e econômica. “A comodidade é importante. Ainda mais em São Paulo, em que as distâncias são grandes e o trânsito é ruim”, diz Adriana Costa, de 42 anos, aluna de Letras EaD. “Muitos me falaram para não fazer porque o ensino seria ruim. Tem sido o contrário. Estudo mais do que no presencial.”

Paula Cristina Fernandes, de 38 anos, recomenda cuidado na escolha. “Quando entrei em Pedagogia a distância, mal falava com o tutor. Demorava 20 dias para responder um e-mail. O material também era bem fraco, desatualizado”, conta Paula, que já havia abandonado um curso presencial por dificuldades financeiras.

A estudante resolveu insistir e, no ano passado, ingressou em outra graduação de Pedagogia, também online. Agora, está satisfeita. “É preciso pesquisar bastante para encontrar o curso bom, saber como são as disciplinas, os professores, a estrutura”, diz ela, que já trabalha em uma creche pública em Arujá, na Grande São Paulo.

Especialista em Políticas Educacionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp), João Cardoso Palma Filho diz que é preciso aperfeiçoar a regulação da EaD. “É importante ter mais rigor ao avaliar. A graduação a distância não é necessariamente ruim, mas depende de como está estruturada”, diz Palma, que integra o Conselho Estadual de Educação.

 

Fonte: Educação UOL

ARTIGO: Os mestres da retórica na História

[22-03-2016]

Aristóteles dividiu em três grupos os elementos que devem ser observados em um discurso. O primeiro é chamado de ethos, e diz respeito à credibilidade que o orador deve transmitir à audiência. Essa credibilidade pode estar implícita, quando o interlocutor já conhece aquele que fala ou bota fé em suas credenciais – como nas palestras de peritos. Ou pode ser inserida no discurso, caso comum entre os políticos, que adoram lembrar ao eleitor dos cargos que já ocuparam – em ministérios, prefeituras etc. – para despertar sua confiança.aristoteles-imagem-01

A segunda base de elementos discursivos definida por Aristóteles é chamada de pathos, e compreende o conteúdo emocional do texto – capaz de evocar simpatia, compaixão ou até medo, dependendo do objetivo do orador. Esse grupo de elementos foram fundamentais nas lições de moral proferidas pelos ministros do STF no julgamento do mensalão. “O fato delituoso é tanto mais grave na medida em que, a cada desvio de dinheiro público, mais uma criança passa fome, mais uma localidade desse imenso Brasil fica sem saneamento, o povo sem segurança e sem educação e os hospitais sem leito”, disse o ministro Luiz Fux ao condenar o publicitário Marcos Valério e seus sócios por desvio de dinheiro público.

A terceira e última base é chamada de logos: é a lógica do discurso. Diz respeito aos argumentos que o orador deve escolher e encadear para que seu discurso faça sentido e a mensagem que deseja seja transmitida. Entram aí fatos, números, estatísticas e tudo o que possa corroborar a tese apresentada. Esta, segundo Aristóteles, é a parte mais importante do discurso, mas sozinha não tem efeito nenhum.

Depois de Aristóteles, inúmeros outros estudiosos se dedicaram a estudar a retórica e aprimorá-la, do orador romano Cícero, no século II antes de Cristo, a filósofos modernos como Chaim Perelman (1912-1984) e Kenneth Burke (1897-1993). Ambos introduziram conceitos essenciais, principalmente em relação ao ethos, como o da identificação, de Burke, segundo o qual um orador usa elementos conhecidos pelo interlocutor para se aproximar dele. É por isso que tantos políticos investem em parecer “do povo” – seja exaltando a sua origem humilde, como Lula, ou comendo sanduíches de mortadela em público, como Jânio Quadros.

“O discurso depende daquele para quem falamos, isto é, da natureza psicológica do interlocutor, da sua condição de vida, sua formação intelectual, seus valores culturais. Tudo isso tem de ser levado em conta por quem fala, para que se descubra a maneira mais eficaz de atingir quem o escuta”, explica o professor Martinho.

Outro recurso valioso proposto pela filosofia moderna é o da audiência universal. Segundo o polonês Perelman, um orador, quando fala, deve se dirigir a uma plateia ampla em vez de falar por minorias ou para um público específico. Afinal, assim ele terá chances de cativar mais ouvidos.

 

O diabo

Embora quase ninguém tenha propensão a gostar do diabo, as pessoas tendem a se identificar com o “tinhoso”, figura que acompanha os religiosos há pelo menos dois milênios. Segundo Sam Leith, autor do livro You Talkin’ to Me? Rhetoric from Aristotle to Obama (Você Está Falando Comigo? Retórica de Aristóteles a Obama, em tradução livre), lançado no Reino Unido no ano passado e ainda sem previsão de chegar ao Brasil, isso acontece porque é mais fácil se comparar a um ser falível como ele do que ao inalcançável Deus. Além disso, o diabo é generoso em suas ofertas, prometendo mundos e fundos em troca de uma alma. E é um craque da retórica: ele com frequência assume um discurso cheio de autopiedade (Ad misericordiam) para dizer como foi terrivelmente expulso do paraíso e causar pena. Tudo isso faz com que ele produza empatia no interlocutor, que pode acabar embarcando na dele. Até Jesus se sentiu tentado pelo diabo no deserto.

Cícero

Advogado, político e professor, Cícero foi um dos maiores oradores da história. Em sua obra De Oratore, um guia imprescindível para hipnotizar plateias na Roma Antiga e ainda hoje, o pensador falava sobre o orador ideal e como ele deveria se comportar. Seus ensinamentos, bem como os de Aristóteles, são a base da retórica moderna. Rico em recursos discursivos, Cícero prezava pela eloquência (o logos do discurso), que, segundo ele, seria capaz de preservar a lei, a integridade dos homens e, consequentemente, a paz. O curioso é que Cícero era tímido e superou a vergonha com aulas de teatro — uma tática que, aliás, continua válida e recomendada.

Abraham Lincoln

O 16º presidente dos Estados Unidos não tinha as características que se espera de um grande orador. De voz estridente e sotaque caipira, Lincoln era bem diferente de seus antecessores, como George Washington, que desde pequeno sabia de cor os ensinamentos dos grandes pensadores, coisa que era praxe na alta educação inglesa. No entanto, seu jeito “simples” e provinciano, de filho de fazendeiro, o levou a fazer discursos diretos, sem pompa nenhuma e, portanto, acessíveis. Com frequência, citava trechos da Bíblia em seus discursos a título de metáfora, o que também pode ser interpretado como uma forma de criar identificação com seus eleitores, em sua maioria protestantes.

Adolf Hitler

O discurso era o maior trunfo de Hitler. A sua habilidade em convencer interlocutores foi das maiores da história e foi graças a ela que ele chegou ao poder — antes de se converter em um horrendo ditador, Hitler foi eleito pelos alemães. Segundo Sam Leith, autor do livro You Talkin’ to Me? Rhetoric from Aristotle to Obama (Você Está Falando Comigo? Retórica de Aristóteles a Obama, em tradução livre), o führer soube como poucos tirar proveito dos ânimos sensibilizados por tempos de guerra — a Alemanha havia perdido a Primeira Guerra Mundial e a sua economia estava então arrasada. Ao se colocar no meio da multidão e ao mesmo tempo acima dela, sintetizando e promovendo as qualidades do povo que queria mobilizar, Hitler conquistou a simpatia geral. No grito. A técnica pouco ortodoxa de berrar era empregada sempre no clímax do discurso. Mas, ao contrário do que podia parecer, seus discursos não eram nada espontâneos. Ele mesmo os escrevia ou ditava para as secretárias, e depois ensaiava em frente ao espelho, coreografando cada passo. Também se preocupava com o cenário em que discursaria: uma superprodução garantia que houvesse sempre bandeiras, luzes dramáticas e música, tudo para aumentar o clima nacionalista e também a emoção (pathos) do discurso.

Winston Churchill

O britânico ficou conhecido por suas frases de efeito (slogans) e expressões lapidares, como “Sangue, suor e lágrimas”, “Negócios como sempre” e “Cortina de ferro”. Mas discursar não foi sempre uma coisa fácil para Churchill, que na juventude sofria de gagueira e de “língua presa” — depois trabalhadas em sessões de fonoaudiologia. Embora superados, esses problemas deixaram no político habilidoso uma insegurança que o impedia de improvisar em público. Por isso, Churchill escrevia os discursos de antemão e ensaiava por horas na frente de um espelho. Os textos pareciam verdadeiros roteiros de cinema, com indicação da direção em que ele deveria olhar, dos gestos que deveria fazer sobre o palanque e de quando deveria pausar a fala. O improviso vinha apenas pontualmente, mas era capaz de causar surpresa e simpatia — como quando Churchill contava uma piada no meio do discurso (evidenciando o pathos).

Martin Luther King

Quem não se lembra da frase “Eu tenho um sonho”? Ela é parte do discurso que o ativista americano Martin Luther King proferiu em 28 de agosto de 1963, em Washington, e que se tornou icônico por diversos motivos. O primeiro deles é que, logo no começo, King fez uso de um arcaísmo linguístico que era empregado por outro símbolo dos Estados Unidos, o presidente Abraham Lincoln: a palavra “score” com o significado de “vinte anos”. Martin Luther King também citava trechos da Bíblia, hinos nacionais e outros discursos conhecidos, para criar identificação com o público que o escutava — exatamente como ensinou o estudioso Kenneth Burke (1897-1993). Fazendo isso, conquistava a confiança da plateia com base em algo que já lhes era familiar e que, portanto, obtinha uma maior chance de aceitação.

Barack Obama

Em sua campanha presidencial, em 2008, Obama era visto como um azarão. Negro, com sobrenome muçulmano e filho de um queniano, o então candidato precisava soar como um legítimo americano, caso contrário não seria ouvido pela população que pretendia governar. Para passar a imagem pretendida, ele optou por discursos na linha de Abraham Lincoln e Martin Luther King, citando-os inclusive nominalmente e seguindo, às vezes de forma literal, os seus passos — especialmente no campo da coerência e da eloquência (logos). Obama conseguiu assim se posicionar como herdeiro das tradições políticas de dois grandes nomes da história americana e emplacar uma campanha pelos oprimidos — também apostando na identificação proposta por Kenneth Burke (1897-1993).

 

Como melhorar? – Para dominar a arte do discurso, é preciso treino. “Todo mundo pode correr 100 metros, mas é preciso trabalho duro e muita técnica para ser Usain Bolt”, diz Leith. Ele tem razão. Uma análise dos grandes mestres da retórica (veja lista abaixo) comprova: um discurso brilhante raramente surge de improviso, ele demanda suor. Estadistas como o britânico Winston Churchill escreviam os próprios textos e os editavam até soar bem, depois liam em voz alta em frente ao espelho, ensaiando também a linguagem corporal que daria ênfase ao que fosse dito. Os argumentos utilizados também podem ser escolhidos de antemão. “É possível compor o texto prevendo a recepção do ouvinte ou leitor”, diz Martinho.

Esforçar-se para melhorar o discurso vale a pena. “Uma argumentação coerente e bem estruturada ajuda a alcançar os propósitos que se tem em mente”, diz a professora Lineide Salvador Mosca, coordenadora de Estudos de Retórica e Argumentação na FFLCH-USP. Segundo ela, é importante que o orador preste atenção à impostação da voz e sua tonalidade, à gestualidade e à movimentação no cenário em que se dá o discurso, assim como aos elementos da memória coletiva – e afetiva – da audiência.

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Para quem deseja se aprimorar, a sugestão é realizar um dos cursos oferecidos pela Sociedade Brasileira de Palestrantes, focados em auxiliar profissionais a terem uma melhor comunicação em qualquer ambiente e formar palestrantes com qualidade e excelência.

 

FONTE: Veja

Reunião de Diretoria para os últimos ajustes do Curso Basic Speaker EAD

[21-03-16]

Na última semana, a diretoria da SBP esteve reunida na sede da organização em Podgdfhrto Alegre. O objetivo foi o de assistir, avaliar e dar os últimos retoques no Basic Speaker, curso em formato EAD (Ensino a Distância) que a Sociedade Brasileira de Palestrantes estará lançando até o final deste mês de março.

O diretor de marketing da Sociedade, Carlos Prusch, tem passado os últimos dias debruçado sobre os vídeos, provas e exercícios do curso que é o único do gênero do Brasil e que apesar do nome (básico), é extremamente instrutivo e complexo e promete entregar muito conteúdo interessante aos alunos que optarem por esta modalidade.

“Neste momento, todas as forças estão voltadas para o lançamento do EAD e, apesar de ainda não ter sido lançado, já temos mais de 100 pessoas pré-inscritas para o curso, que temos certeza, será mais um sucesso da SBP” declarou Prusch.

O ensino público no Brasil: ruim, desigual e estagnado

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[16-03-16]

Mais de 65% dos alunos brasileiros no 5º ano da escola pública não sabem reconhecer um quadrado, um triângulo ou um círculo. Cerca de 60% não conseguem localizar informações explícitas numa história de conto de fadas ou em reportagens. Entre os maiores, no 9º ano, cerca de 90% não aprenderam a converter uma medida dada em metros para centímetros, e 88% não conseguem apontar a ideia principal de uma crônica ou de um poema. Essas são algumas das habilidades mínimas esperadas nessas etapas da escola, que nossos estudantes não exibem. É o que mostram os resultados da última Prova Brasil, divulgados pelo governo federal no final de novembro. A prova avalia, a cada dois anos, o desempenho de alunos do 5º e do 9º ano em português e matemática. É usada para compor o principal indicador de qualidade da educação do país, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Os resultados revelam, no entanto, algo ainda mais perigoso que o baixo desempenho: a desigualdade. Enquanto em alguns Estados do Sul, como São Paulo e Santa Catarina, metade dos alunos tem aprendizado adequado em português, Estados como Alagoas e Maranhão não chegam a ter 20% (leia os gráficos abaixo). “Se a educação é um direito de todos, o direito de cada aluno que não aprende o considerado adequado vem sendo negado”, diz Ernesto Martins Faria, coordenador de projetos da Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos que atua para melhorar a qualidade da educação.

Diminuir a desigualdade no aprendizado é um desafio até para os Estados que bateram a meta de qualidade do governo, medida pelo Ideb. Em 2013, apenas quatro Estados bateram todas as metas de qualidade do Ideb, Goiás entre eles. Quando olhamos para o aprendizado dos alunos desse Estado, medido pela Prova Brasil, percebemos que apenas 24% dos alunos aprenderam o que deveriam em português, e somente 41% em matemática (no 5º ano). Goiás teve Ideb 5,5, acima da meta de 4,9. Isso acontece porque o Ideb não mede apenas o aprendizado. Inclui também o fluxo de alunos, medido pela aprovação. A percentagem dos alunos com aprendizado adequado se mantém a mesma na maioria dos Estados desde 2011. A desigualdade entre os que aprendem e os que não aprendem continua estável. O que fazer para diminuí-la?

“No Brasil, a desigualdade está ligada à infraestrutura das escolas”, afirma Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. “Redes maiores, com estruturas adequadas, laboratórios e bibliotecas e professores com melhor formação, são mais eficientes”, diz. Além do investimento em infraestrutura e nos professores, outra medida necessária é a adoção de um currículo nacional comum a todas as redes, que indique o que cada aluno deve aprender em cada etapa da escola.

Ao contrário de outros países, o Brasil não tem currículo nacional. Alguns Estados e algumas grandes cidades têm seus próprios currículos. A maioria, não – embora todos os Estados façam a mesma Prova Brasil, aplicada pelo governo federal. As questões são padronizadas, mas os conteúdos ensinados não. Não faz sentido. O governo também não tem critérios do que é um aprendizado adequado para cada série. O critério usado nos gráficos desta reportagem é do Movimento Todos Pela Educação, uma organização não governamental que acompanha o desempenho da qualidade da educação nacional. O Ministério da Educação (MEC) deu início apenas neste ano a uma discussão sobre a elaboração de uma base curricular comum. Ela está prevista no Plano Nacional de Educação, lei sancionada em junho, que estipula metas de qualidade para a área.

>> Avaliação começa na creche

A ausência de critérios para o aprendizado leva a uma segunda discussão sobre a Prova Brasil e o Ideb: até que ponto esse tipo de avaliação, chamada de avaliação padronizada, pode ser a única referência de qualidade para o governo (na elaboração de políticas públicas) e para as escolas (que precisam saber em que precisam melhorar)?

O Ideb, criado em 2007, é um dos maiores avanços em políticas públicas educacionais no Brasil. Os bons  sistemas  de educacão, com raras exceções, usam esse tipo de avaliação como termômetro da qualidade. Como mostram os gráficos da página anterior, ele pode não ser suficiente para avaliar o ensino. “Esse tipo de prova não avalia nada, apenas mede”, afirma Ocimar Alavarse, especialista em avaliação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). Ele é um retrato da vida real, não conta se ela é boa ou ruim. “Só o Ideb ou a Prova Brasil não dão subsídios para a discussão sobre políticas públicas”, diz Cara.

>> O professor é o fator que mais influencia na educação das crianças

Para eles, uma avaliação padronizada precisa ser complementada com avaliações específicas em cada escola. O Plano Nacional de Educação prevê a análise de aspectos que podem captar a eficiência de cada escola – como a formação dos professores, a localização da escola, o perfil dos alunos e o envolvimento da comunidade. “São fatores que não estão voltados apenas ao aprendizado do aluno, mas acabam influenciando a qualidade do ensino”, diz Cara.

Desde que a educação se tornou um direito garantido pela Constituição, há mais de 25 anos, duas grandes políticas públicas foram responsáveis pelo tímido avanço da educação brasileira: a universalização do ensino básico, que garantiu a matrícula de toda criança na escola, e o sistema de avaliação do ensino. A partir de agora, para dar o passo que falta na qualidade, o país precisa de  ferramentas mais sofisticadas do que apenas vagas e uma prova padronizada.

 

FONTE:  Época

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