SBP contrata a jornalista Cris Silva

A Sociedade Brasileira de Palestrantes terá nova docente. Trata-se da jornalista Cris Silva.

Além de jornalista da RBS TV , Cris apresenta o programa ”Bafão”  na Rádio Farroupilha e é atriz. Ela deve abrilhantar ainda mais o corpo de docentes da SBP, afirma o Presidente do Conselho Wilson Calé. Se tudo correr conforme o planejado , Cris já estará apresentando a cadeira de oratória no Curso Professional Speaker de 19, 20 e 21 de Agosto próximo. As inscrições já estão abertas!

Seja bem vinda Cris!

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A SBPalestrantes esteve presente no II Salão MICE Cataratas

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A Gerente de Eventos da Sociedade Brasileira de Palestrantes, Karine Krüger, esteve presente do II Salão MICE (Reuniões, Incentivos, Convenções e Exposições), realizado em Foz do Iguaçu nos dias 16 e 19 de Junho, à convite do Iguassu Convention Bureau, Sebrae e da comissão organizadora do Festival de Turismo das Cataratas, realizado na mesma semana.

Entidades de classe de diversas áreas participaram do Salão e puderam conhecer melhor os equipamentos turísticos da cidade, como hotéis e restaurantes, além da infraestrutura dos atrativos turísticos de Foz, como o Parque das Cataratas, Usina Hidrelétrica Itaipu e o Parque das Aves. Todos realmente surpreendentes e de qualidade internacional.

Além disso, o grupo participou de palestras e painéis com especialistas sobre o mercado de eventos no Brasil e ainda tiveram a oportunidade de conhecer melhor os CVBs de Foz, Londrina, Maringá, Curitiba e Ponta Grossa. O que proporcionou a todos um intenso e importante networking.

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Sucesso o “Professional Speaker” – edição de maio de 2016

IMG_7260Aconteceu nos dias 20, 21 e 22 de maio de 2016 o ” Professional Speaker ” – Formação de Palestrantes da Sociedade Brasileira de Palestrantes.

Sucesso total com participantes de alto nível e de todo o Brasil. 3 dias de imersão com 6 palestrantes profissionais.
Muita satisfação e alegria em dividir conhecimentos com esta turma!

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10 Fatos Assustadores sobre Qualidade do Ensino no Brasil

Semana passada foi publicado o resultado do estudo da OCDE sobre qualidade do ensino em 64 países, onde o Brasil ficou em penúltimo em número absoluto de alunos com baixo desempenho e entre os 5 piores em percentual de alunos de baixo desempenho. Percorri todos os resultados das mais de 200 páginas do estudo da OCDE e selecionei 10 estatísticas que resumem um pouco quão sofrível é o quadro da educação do país.

Enquanto você prepara o seu coração para os fatos que estão por vir, a tabela abaixo mostra como o estudo da OCDE usou os dados do exame PISA (2012)para separar os estudantes de baixo desempenho daqueles de desempenho satisfatório. Sempre que eu mencionar “baixo nível de proficiência” estarei me referindo àqueles com nota na área vermelha da tabela abaixo:

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Respirou fundo? Vamos lá.


Fato 1:

7 de cada 10 estudantes brasileiros não atinge o nível mínimo satisfatório de proficiência em pelo menos uma das áreas entre matemática, interpretação de texto e ciências.

Fonte: OCDE (2016) – página 50.

Este é o número que nos faz ficar em 59º entre os 64 países do estudo, “ganhando” apenas do Qatar, Tunísia, Colômbia e Indonésia, perdendo para países como EUA (29º), Rússia (37º), Turquia (43º), Chile (49º) e México (51º). Em média entre os 64 países do estudo, 28% dos alunos ficam abaixo da linha base de proficiência em pelo menos uma das três habilidades do estudo. No Brasil, são assustadores 68% dos alunos.


Fato 2:

4 de cada 10 estudantes brasileiros não atinge o nível mínimo satisfatório de competência em nenhuma das áreas do relatório da OCDE (matemática, interpretação de texto e ciências)

Fonte: OCDE (2016) – página 48.

Neste dado nossa posição é ainda pior. Apenas três países do estudo têm um percentual maior de estudantes de baixo desempenho nas três áreas ao mesmo tempo, colocando-nos na 61ª posição nesse quesito.

De notícia positiva, o Brasil foi um dos 9 países que conseguiu reduzir esse percentual entre 2003 e 2012. Mas apenas parcialmente. O percentual foi reduzido apenas na habilidade de matemática e apenas entre os alunos que estavam abaixo do Nível 1 nessa disciplina. Outros países, como Alemanha e Rússia, conseguiram reduzir o percentual também para alunos que estão entre o Nível 1 e o 2 e alunos abaixo do Nível 1. Conforme aponta o relatório na página 54, a queda em países como a Turquia e o Brasil se explica antes pelo elevadíssimo percentual de desempenhos péssimos na avaliação de 2003 do que por alguma mudança estrutural na educação destes países. Isto é, já estivemos pior, mas continuamos muito muito mal.


Fato 3:

A qualidade do ensino varia brutalmente entre ricos e pobres, mas o ensino é muito ruim mesmo para quem tem dinheiro.

Fonte: OCDE (2016) – página 64.

Como era de se esperar, a renda da família tem um impacto decisivo sobre o potencial futuro da educação dos jovens. De acordo com a OCDE, a renda é o fator isolado que mais explica as diferenças no desempenho educacional: ela explica 15% da variação de desempenho entre os estudantes. Depois do status socioeconômico, o fator mais explicativo seria ter repetido um ano de estudo.

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No entanto, isso é apenas uma média entre os 64 países estudados. A desigualdade de renda explica muito, mas não tudo, e seu poder explicativo varia conforme o país estudado. No caso do Brasil por exemplo, nascer entre os 25% mais pobres significa uma chance de 85% de ter desempenho abaixo das habilidades mínimas. Nascer entre os 25% mais ricos reduz muito essa chance no Brasil: ela cai para 44,9%.

Porém, isso não quer dizer que quem está entre os 25% mais ricos tem muitas chances de ter bom desempenho – longe disso! Se compararmos nosso país com, por exemplo, o Vietnã, vemos que na verdade estar entre os 25% mais ricos no Brasil não lhe garante um ensino de matemática tão bom quanto estar entre os 25% mais pobres no Vietnã. No Vietnã, estar entre os 25% mais pobres significa uma chance de 24,8% de ter desempenho muito baixo em matemática, enquanto estar entre os 25% mais ricos significa uma chance de apenas 5,6%.

Computando as outras habilidades e isolando o impacto de outras variáveis, o Brasil está entre os 10 países com maior desigualdade de nível educacional entre ricos e pobres, junto com países como Chile, Uruguai, Peru e Israel. A imagem abaixo mostra o desempenho de cada quartil de renda em cada país (Brasil, Vietnã e a Média entre os países estão em destaque. Clique na imagem para vê-la em tamanho maior.):

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Fato 4:

No Brasil, as mulheres são menos incentivadas a estudar matemática: elas têm 86% a mais de chance de ter desempenho abaixo da base mínima nessa disciplina. Estamos entre os 8 países com maior desigualdade de gênero no ensino entre os 64 países analisados.

Fonte: OCDE (2016) – página 70.

Outro dado alarmante é a desigualdade entre gêneros e o desempenho educacional, algo que não tem nada de biológico nem natural. No Brasil, sermulher aumenta em quase 86% a chance de ter baixo desempenho em matemática, devido a diversos fatores como menor incentivo para as mulheres estudarem essa disciplina, menor expectativa de pais e professores quanto à possibilidade de dominarem a matéria, dentre outros. Segundo o estudo da OCDE, em países com educação excelente como Singapura, são os homens quem têm desempenho inferior ao das mulheres em matemática, e em países como Noruega ou até o Cazaquistão não há diferença de desempenho entre os gêneros. Ou seja, não teria nenhum motivo para as mulheres irem pior que os homens nessa matéria se nosso sistema educacional funcionasse adequadamente. Vale dizer que nas habilidades de interpretação de texto e ciências as mulheres têm um desempenho médio superior ao dos homens, principalmente em leitura, onde vão melhor que os homens em todos os 64 países do estudo.

Por exemplo, o Brasil está entre os 21 piores países em desigualdade de gênero na habilidade de leitura. Os homens no Brasil tem 35% a mais de chance de terem performance abaixo do mínimo nesse quesito em nosso país. No Reino Unido essa diferença não chega a 8%. O estudo da OCDE é explícito: há uma relação direta entre má qualidade da estrutura educacional e maior desigualdade de gênero no desempenho dos alunos.


Fato 5:

No Brasil, estudantes que não fizeram educação infantil têmduas vezes mais chances de ter desempenho insatisfatório em matemática do que aqueles que tiveram mais de 1 ano de educação infantil.

Fonte: OCDE (2016) – página 82.

Universalizar a educação infantil é um passo determinante para a melhora da qualidade de ensino não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Por aqui essa é uma batalha dura e muito antiga, que só viu alguma melhora nos últimos 25 ou 30 anos. Atualmente não estamos tão longe: de acordo com a PNAD(2012), 82% das crianças brasileiras entre 4 e 5 anos já conseguem ter acesso a educação infantil. Porém, cobrir esses 18% que faltam significa aumentar 1 milhão de vagas na oferta desse ensino. Outros países, mesmo desenvolvidos, do estudo da OCDE apresentam uma diferença ainda maior entre o futuro de quem faz e de quem não faz educação infantil, mas isso principalmente porque praticamente 100% das crianças tem acesso ao ensino, logo os poucos que ficam de fora provavelmente têm uma série de outros problemas os acompanhando para ter carecido desse ensino (família desestruturada, baixo nível de renda, moram em áreas rurais de difícil acesso, etc).

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A lição desse dado é: faça o possível para colocar seu filho no ensino infantil, e cobre deputados e governantes para que façam algo pela universalização do ensino. É um passo determinante para a melhora da educação no país.


 

Fato 6:

Os alunos brasileiros de pior rendimento em matemática estudam em média apenas 3 horas por semana.

Fonte: OCDE (2016) – página 107.

Em média entre os países da OCDE, uma dedicação de apenas 6 horas por semana já seria suficiente para reduzir em 70% a chance de ser um aluno de desempenho abaixo do mínimo satisfatório. Porém, países em que o ensino é ruim como no Brasil traduzem essa má qualidade do ensino em mal aproveitamento do tempo de estudo dos alunos. Isso pode acontecer por vários fatores: alunos desinteressados no ensino, falta de exigência da escola, baixa expectativa da família em relação ao potencial intelectual do aluno, falta de capacidade de concentração ou paciência de estudo, dentre outros.

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Para se ter uma ideia, de acordo com o relatório da OCDE, com a mesma média de 3 horas por semana de estudo um aluno na Coreia consegue obter um rendimento de 25% a 40% superior ao de um estudante brasileiro. Isto significaria sair do nível de “abaixo do desempenho mínimo” para Nível 2 ou 3, que já são considerados níveis de satisfatórios a bons de ensino.


Fato 7:

Em quase metade das escolas do Brasil, 8 em cada 10 alunos têm desempenho abaixo do mínimo satisfatório em matemática.

Fonte: OCDE (2016) – página 140.

Em 40% das escolas brasileiras a vasta maioria dos alunos não consegue atingir a proficiência mínima em matemática. Esse número é preocupante pois, ainda de acordo com a OCDE, o ambiente de estudo afeta muito a qualidade do ensino. Escolas onde há uma percepção geral de que ter baixo desempenho é o resultado normal e esperado do ensino, professores e alunos ficam desestimulados e essa falta de estímulo ajuda a reforçar ainda mais o quadro de baixo desempenho.


Fato 8:

Estar entre os 25% com perfil demográfico e educacional menos privilegiado do país aumenta em 5 vezes a chance de ter desempenho péssimo em matemática, comparado com estar entre os 25% com perfil mais privilegiado.

Fonte: OCDE (2016) – página 66.

No quesito impacto da desigualdade sobre o desempenho educacional, o Brasil fica em 46º entre os 64 países analisados. A posição parece quase boa comparada com a posição entre os 5 últimos que ficamos em diversos dos outros itens. Conteúdo, esse problema da desigualdade se expressa de forma diferente entre os países. Por exemplo, a Irlanda aparece como o país com maior desigualdade nesse quesito e é um dos países com melhor nível educacional do mundo. O que ocorre é que como os estudantes em geral da Irlanda têm um desempenho excelente, a minúscula parcela de estudantes que estão, por exemplo, em alguma área montanhosa de difícil acesso ou por outros motivos não conseguem acessar o ensino público, acabam ficando com rendimento bem abaixo dos demais do país, que tem uma média alta em nível mundial.

No caso do Brasil, há centenas de milhares de alunos dentro desse perfil de risco elevado, logo o indicador de desigualdade é bem mais preocupante aqui do que lá. Já na Noruega (1º) nascer entre os mais desfavorecidos não chega a aumentar nem em 50% a chance de ter desempenho ruim em matemática, contra os 400% a mais de chance no caso brasileiro.


Fato 9:

A qualidade do ensino no Brasil é pior do que a média esperada para o atual nível de desigualdade e inclusão social do país.

Fonte: OCDE (2016) – página 172.

O relatório da OCDE constatou que há uma relação direta entre inclusão social e o percentual de alunos que conseguem atingir as notas mais altas nos testes de desempenho. Quanto menos desigual é um país, mesmo se ele não for rico, o número de performances excelentes aumentam. Contudo, este não é o caso do Brasil. Para o nosso nível de desigualdade socioeconômica, temos 55% mais alunos com desempenho péssimo em matemática do que a média esperada.


Fato 10:

Apenas 1 em cada 100 estudantes brasileiros atinge o nível de maior desempenho em matemática.

Fonte: OCDE (2016) – página 173.

Até agora falamos apenas dos alunos com desempenho abaixo do mínimo. Mas e os alunos com altíssimo desempenho? Quantos são em nosso país? Pois é meus caros, eles representam apenas 1% de todos os estudantes brasileiros. E isso não é reflexo de nada “natural”, não é preciso ser um gênio para atingir esses resultados. O problema é o nosso sistema educacional mesmo. Quer comparar? Em Singapura, o 1º do mundo em número de alunos com altíssimo desempenho, 40 de cada 100 estudantes atingem o maior nível da escala (!). Já pensou se conseguíssemos fazer isso por aqui?

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Estes foram os ’10 fatos assustadores’ que selecionei sobre a realidade do ensino no Brasil. Na semana que vem quero fazer um texto sobre quais as políticas de sucesso que esse estudo da OCDE recomenda para os países melhorarem a qualidade do seu ensino, com base no que os melhores no ranking fazem para obterem seus resultados. Quer ficar sabendo assim que essa matéria for escrita? Fique a vontade para seguir minhas publicações noFacebook, Twitter, ou se inscrever no meu blog! Vamos repassar este texto para as autoridades responsáveis do país e fazê-los tomar atitudes a respeito.

Mas não esqueça! Gerenciar as escolas é competência das autoridades municipais e estaduais, enquanto as diretrizes educacionais do país são organizadas pelo governo federal. Ou seja, todo o governo tem deveres a cumprir na questão educacional brasileira. Reformas nesse setor levam muito tempo para surtir efeito e é o futuro das nossas crianças em jogo, cada ano conta e o relógio não para.

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O Professor como Mediador no Processo Ensino Aprendizagem

O Professor como Mediador no Processo Ensino Aprendizagem

O mundo está mudando e isso está ocorrendo a uma velocidade sem precedentes na evolução histórica da humanidade. A globalização, o surgimento de novas tecnologias, como o avanço das telecomunicações e da informática, contribuem para que ocorra mudanças, também, na Educação. A interação professor – aluno vem se tornando muito mais dinâmica nos últimos anos.professor
O professor tem deixado de ser um mero transmissor de conhecimentos para ser mais um orientador, um estimulador de todos os processos que levam os alunos a construírem seus conceitos, valores, atitudes e habilidades que lhes permitam crescer como pessoas, como cidadãos e futuros trabalhadores, desempenhando uma influência verdadeiramente construtiva.
A Educação deve não apenas formar trabalhadores para as exigências do mercado de trabalho, mas cidadãos críticos capazes de transformar um mercado de exploração em um mercado que valorize uma mercadoria cada vez mais importante: o conhecimento. Dentro deste contexto, é imprescindível proporcionar aos educandos uma compreensão racional do mundo que o cerca, levando-os a um posicionamento de vida isento de preconceitos ou superstições e a uma postura mais adequada em relação a sua participação como indivíduo na sociedade em que vive e do ambiente que ocupa.

O desafio de contribuir com a educação do jovem e do cidadão, num momento de mudanças e incertezas e a necessidade de resgatar valores tão importantes condizentes com a sociedade contemporânea leva o professor a entender que deverá exercer um novo papel, de acordo com os princípios de ensino-aprendizagem adotados, como saber lidar com os erros, estimular a aprendizagem, ajudar os alunos a se organizarem, educar através do ensino, entre outros.
O aluno precisa adquirir habilidades como fazer consultas em livros, entender o que lê, tomar notas, fazer síntese, redigir conclusões, interpretar gráficos e dados, realizar experiências e discutir os resultados obtidos e, ainda, usar instrumentos de medida quando necessário, bem como compreender as relações que existem entre os problemas atuais e o desenvolvimento científico. Isso só será possível, a partir do momento que o professor assumir o seu papel de mediador do processo ensino-aprendizagem, favorecendo a postura reflexiva e investigativa. Desta maneira ele irá colaborar para a construção da autonomia de pensamento e de ação, ampliando a possibilidade de participação social e desenvolvimento mental, capacitando os alunos a exercerem o seu papel de cidadão do mundo.

O modo de entender e agir que nos possibilita não nos deixarmos abater pela adversidade e, até mesmo, de utilizá-la para crescer. Uma das causas do fracasso do ensino é que tradicionalmente, a prática mais comum era aquela em que o professor apresentava o conteúdo partindo de definições, exemplos, demonstração de propriedades, seguidos de exercícios de aprendizagem, fixação e aplicação, pressupondo-se que o aluno aprendia pela reprodução. Considerava-se que uma reprodução correta era evidência de que ocorrera a aprendizagem. Essa prática mostrou-se ineficaz, pois a reprodução correta poderia ser apenas uma simples indicação de que o aluno aprendeu a reproduzir, mas não aprendeu o conteúdo. É necessário saber para ensinar. O professor deve se mostrar competente na sua área de atuação, demonstrando domínio na ciência que se propõe a lecionar, pois do contrário, irá apenas “despejar” os conteúdos “decorados” sobre os alunos, sem lhes dar oportunidade de questionamentos e criticidade.

Adequar a metodologia e os recursos audiovisuais de forma que haja a comunicação com os alunos, é também, uma forma de fazer da aula um momento propício à aprendizagem.
É importantíssimo que o professor tenha, também, competência humana, para que possa valorizar e estimular os alunos, a cada momento do processo ensino-aprendizagem. A motivação é imprescindível para o desenvolvimento do indivíduo, pois bons resultados de aprendizagem só serão possíveis à medida que o professor proporcionar um ambiente de trabalho que estimule o aluno a criar, comparar, discutir, rever, perguntar e ampliar idéias.

Dentro das competências: científica, técnica, humana e política desenvolvidas pelo professor, é essencial propiciar aos alunos condições para o desenvolvimento da capacidade de pensar crítica e logicamente, fornecendo-lhes meios para a resolução dos problemas inerentes aos conteúdos trabalhados interligados ao seu cotidiano, fazendo com que ele compreenda que o estudo é mais do que mera memorização de conceitos e termos científicos transmitidos pelo professor ou encontrados em livros.

É um trabalho em que raciocínio e criatividade são recompensados.

É indispensável dar mais ênfase à aprendizagem do que aos programas e provas como é prática comum em nossas escolas, pois no processo de ensino e aprendizagem, conceitos, idéias e métodos devem ser abordados mediante a exploração de problemas, desenvolvendo competências para a interpretação e resolução dos mesmos. E esta resolução não é um exercício em que o aluno aplica, de forma quase mecânica, uma fórmula ou um processo operatório, mas uma orientação para a aprendizagem, pois proporciona o contexto em que se pode aprender conceitos, procedimentos e atitudes. Para que ocorram essas transformações, tão necessárias, é preciso que o professor demonstre profissionalismo, ética e, acima de tudo, compromisso com o sucesso dos alunos. O compromisso de conduzi-los ao aprendizado. É o desafio para todos os que estão envolvidos em Educação.
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Elenir Souza Santos
Revista Gestão Universitária, Edição 40

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